QUALQUER COISA (Pequena história de amor)

27 06 2008

Ele vai dormir no sofá.
Não porque brigou com ela, não porque se afastou, não porque estão ressentidos.
Não houve desentendimento, princípio de discussão, mentira naquela noite.
Ele vai dormir no sofá por escolha.
Por decisão.
Vai dormir no sofá porque ela não estará em casa.
Quando ela viaja, ele pega seu travesseiro, sua coberta e deita na sala. Liga a tevê e se distrai da solidão.
Tudo o que servia em sua época de solteiro agora o aborrece. Não partirá para festa, beber com amigos ou jogar futebol.
Antes bastava a namorada sair e ele se via livre, louco para rua.
Hoje a mulher sai e ele se vê abandonado.
Liga o som e faz-de-conta que ela está tomando banho.
Como um cachorro, fica mais perto da porta. Como uma criança, fica mais perto da janela.
Não suporta a cama de casal. Não agüenta girar o corpo sem encontrá-la.
Pega um vestido dela no cabide, ameaça cheirar e recua. Conclui que isso já é doença. Mas cheira. Cheira com a vaidade da doença.
Por alguns momentos, tenta imaginar como dormia sozinho na adolescência. Pressiona os olhos com a contundência dos ouvidos. Fracassa. Depois de viver, imaginar é mais difícil.
Ele depende do corpo dela para ler de noite. A luz do abajur é muito fraca, mortiça.
Pisa no quarto para buscar as roupas. O quarto é uma despensa durante os dias da ausência.
Ele acampa em seu apartamento. Muda os hábitos, come qualquer coisa, bebe qualquer coisa, telefona qualquer coisa, trabalha qualquer coisa.
Qualquer coisa é sua vida nas próximas horas.
Ele acreditava que a conhecia. Isso quando a pediu em casamento.
Ele só não esperava não se conhecer depois dela.
Casou com ela com toda a clareza.
E casou consigo no escuro.
Tudo o que conheceu dela desconheceu de si.
Liberou memória na personalidade.
Percebeu que os limites não são os mesmos. Os limites trocam de idéia.
Sua mulher tem limites diferentes hoje de ontem de amanhã.
Não se repetem.
O limite do cansaço. O limite da voz. O limite da brincadeira. O limite da provocação. O limite da paciência. O limite da conversa. O limite dos filhos. O limite do prazer. O limite da educação. O limite do trabalho. O limite do silêncio. O limite do amor.
Assim que ele aprende os limites dela, ela muda os limites.
Não é gozação. Ela não age por mal.
Foi ele que a ajudou a superar os limites.

Fabricio Carpinejar





Aniversário do meu amor

22 05 2008

Hoje é niver dele e só ele mesmo pra me fazer ir pra cozinha logo cedinho!

Sim, me aventurei a fazer cookies de chocolate (que ele adora) e não é que ficaram bons? :)  Peguei a receita na internet, e impávida fui para a cozinha misturar os ingredientes com carinho, com medo de não dar certo. Depois a espera do tempo certo de forno, e a ansiedade pra ver se ia ficar bom. A hora que tirei do forno o chocolate derretia e repuxava. Para mim, estavam tão bons que eu nem acreditava.

Tudo bem que ficaram grandes demais, mas isso é porquê sou marinheira de primeira viagem… Os próximos vão ficar melhores! O que valeu foi a intenção… e ele adorou

Feliz Aniversário meu amor!





19 - Um mês de vida nova…

19 02 2008

 

Você está em minha vida mais do que nunca
Uma nova cor em meus dias
Em cada agora, em cada fuga
Do tédio e da melancolia

Como um trem correndo em minha direção
Entre as minhas emoções e os mil “se”
O seu olhar é uma carícia a mais,
Você sabe trazer paz para meus dias

{…}Voltar a atenção para você
Para o bem elementar que você me dá
Me caso com suas mãos e seus porquês,
que seja para sempre

Olhe para mim para sempre como você sabe
Jura que você permanecerá como você é

{…}O que eu nunca entendi
Está agora tão claro a meus olhos
Você sabe amar de verdade, e você sabe
Chegar onde nenhum outro jamais esteve

. Laura Pausini .





Muitas coisas

1 02 2008

E então chegou o grande dia… e eu que pensei que o tal dia nunca fosse chegar…

Casamento no Civil

[ Casamento no Civil ]

 

[ Cerimônia ]

E fomos para o Paraíso na Terra (Ilha Grande - Angra dos Reis).

 Lua de Mel (Angra dos Reis - Ilha Grande)

[ Lua de Mel ]

E voltamos para um apartamento cheio de coisas para arrumar. E só hoje voltei a me conectar com o mundo (instalaram a net e o telefone em casa), mas ainda falta bastante por fazer…

Prometo voltar com mais tempo e mais notícias… :D





13 01 2008

// Corbis

Faltam 6 dias!!!!

O.O’





Enxoval

5 01 2008

Mamãe, papai e eu fomos nesta quinta-feira para São Paulo fazer meu enxoval. Local escolhido? Brás, é claro! Eu, que detesto ter que andar no Brás, adorei ^^. Afinal escolhemos a época certa: poucas pessoas, preços melhores ainda! Fiz meu enxoval com muito menos dinheiro do que tinha previsto e com coisas de boa qualidade e muito lindas! Fiquei muito feliz e meu quarto aqui em Indaia tá um pouco mais bagunçado, cheio de sacolas… ^^.





Tintas

25 11 2007

Baldinho - Promoção Coral

Hoje fomos até o apartamento para medir a parede da sala de jantar e descobrimos mais algumas coisinhas que era necessário fazer. E lá vão minhas listas:

  • Pintar o Apê;
  • Pintar as portas;
  • Fazer pequenos reparos nos armários;
  • Lixar e pintar os armários;
  • Trocar as maçanetas dos quartos;
  • Retocar o armário da cozinha;
  • Tirar os rodapés de madeira das paredes;

Para isso já fizemos mais uma compra hoje de tinta Coral branca para as paredes e portas, verniz Nogueira para os armários, tinta Coral verde Sálvia para a sala de jantar, rolo, pincel e lixas e as maçanetas da porta. E após tudo isso, acabei ganhando um baldinho (o da foto) lindo da Coral ^^

E sábado já começamos a fazer esses retoques no nosso apê! Não vejo a hora de ver tudo pronto!!!

A cor Sálvia de Verão que escolhemos para a sala de jantar:

Sálvia de Verão da Coral





Revolta

1 11 2007

Pode até ser a TPM, mas se tem uma coisa que me revolta mais do que tudo no mundo, é o fato de só por sermos mulheres termos certas obrigações. Por exemplo, mesmo trabalhando fora todo dia igual a qualquer homem, ou até muito mais, a obrigadação das tarefas domésticas é da mulher. Tudo bem que tem homem que ajuda. Mas é isso… “ajuda”, a obrigação primária é da mulher! Quem impôs isso? PQP. Mas pior que isso é o fato de só porquê somos mulheres, somos obrigadas a ter filhos. Como assim? O corpo é de quem? E se não quisermos? E se não tivermos instintos maternos? E se essa não for a nossa prioridade? Mas principalmente, se o corpo é nosso, não é uma escolha nossa QUANDO queremos ter nossos filhos? Porquê só o fato de casarmos é motivo para que a familia inteira, alguns amigos e até o chefe caia em cima de você cobrando um neto, sobrinho, afilhado e assim por diante? O marido ou futuro marido, que até poderia questionar, perguntar, pedir, não o faz e te deixa a vontade quanto a isso, porquê o resto que não tem que querer nada, NADA MESMO, tem que ficar enchendo os patovás! Qualquer hora, mando todo mundo catar coquinho!!!

Ò.Ó





Vestido

20 10 2007

Hoje de manhã quando acordei, minha mãe me disse pra eu ir logo ficar pronta que iríamos ver o vestido. Eu fiquei meio atordoada (isso também se deve aos remédios de enxaqueca que estou tomando) e ela me olhou e acrescentou que se ela não fala nada, ia chegar a data e eu ia acabar indo de jeans. Tudo bem, eu até confesso que tinha “esquecido”, mas o ponto é que eu estava apavorada com os valores e também com medo de não encontrar “o” que eu queria, afinal a festa (que no final das contas vai existir) vai ser super simples, numa chácara emprestada de um amigo e apenas para os familiares mais intimos e alguns amigos. Coisa muito simples mesmo, afinal o dinheiro tá curto depois do apê e todo o resto. Vai ser paitrocínio, tiotrocínio, primotrocínio. Enfim… fomos até a loja. A moça nos acompanhou até o andar superior onde uma infinidade de vestidos estava pendurado dentro de um guarda-roupa antigo e muito bonito. Havia também um espelho do tamanho da parede adjacente ao guarda-roupa, um sofá, um rádio, e uma prateleira imensa com arranjos e jóias, além de uma outra repleta de sapatos. Fiquei olhando tudo aquilo meio enfeitiçada pelo ambiente. A moça sentou-se a nossa frente e explicou como eram os trâmites para o aluguel, os valores nem eram exagerados como eu tinha imaginado e então me entregou uma pasta com as fotos. Desta gostei apenas de 1, que ela me trouxe. Tive que vestir, mas não era bem aquilo. Então ela trouxe “o” vestido. Meus olhos se iluminaram na hora, e encontraram os de minha mãe que sorria. Sim…era exatamente aquele. Vesti, e claro, precisava de uns acertos aqui, ali, mas… era lindo. Simples e lindo. A moça então trouxe um arranjo de flores e umas jóias e me empetecou toda. Até a tiara ela me colocou. Fiquei me sentindo uma rainha, então ela me explicou como eu deveria segurar o bouquet e o braço do meu pai, como eu deveria dar os primeiros passos e tudo mais, depois foi até o rádio e voltou, ficando ao meu lado enquanto a marcha seguia, disse que era pra eu fingir que era meu pai e andar de encontro ao meu noivo imaginário no espelho. Fiz tudo que ela mandou. Quando olhei para minha mãe dali, ela estava com os olhos brilhando de lágrimas. Sorri pra ela, enquanto a moça fazia uma piadinha sobre caixas de bombons, e espantada percebi que os meus também brilhavam.





Enfim, Noivos!

21 09 2007

Alianças! 

Foi assim. No fim de um dia normal e cansativo. Algumas palavras dentro do carro e uma caixinha preta com um futuro. Não teve o romantismo como manda o figurino para estas questões. Mas foi muito mais especial dessa forma. Foi inusitado, diferente, surpreendente, cúmplice, como tudo entre nós. Não poderia ter sido de outra forma.